
Enquanto nós estamos aqui, seguindo o nosso dia-a-dia, estão rolando festivais por aí, no Brasil e no Mundo. Venho hoje para chamar a nossa atenção para alguns deles.
Em Paris, por exemplo, começou dia 29 de abril, a 11ª edição do Festival de Cinema Brasileiro. A mostra competitiva premiou Se Nada Mais Der Certo (José Eduardo Belmonte), considerado o melhor filme pelo júri oficial. Chega de Saudade (Laís Bodanzky) e os atores João Miguel e Caroline Abras também estão na lista de premiados. A seleção conta também com longas ainda inéditos no Brasil, como O Homem que Engarrafava Nuves (Lírio Ferreira) e Pra Ficar de Boa (Nubia Santana). Até o dia 12 de maio estão previstas exibições de 30 filmes nacionais.
Já precisamente dia 13 de maio, começará o Festival de Cannes. Uma novidade da 62ª edição é a seleção, pela primeira vez, de uma animação 3D, Up – Altas Aventuras (da Pixar) para a abertura do festival. Eu poderia falar de várias participações e filmes do festival, mas gostaria de aproveitar a oportunidade para destacar a participação dos brasileiros. Eduardo Valente, que já participou de Cannes em 2002 com o curta O Sol Alaranjado, vencedor do Primeiro Prêmio da Cinéfondation e, com os curtas Monstro (2005) e Castanho (2003), volta neste ano com o seu primeiro longa-metragem. No Meu Lugar, com produção executiva de Walter Salles, será exibido na Seleção Oficial. Já o diretor pernambucano Heitor Dhália (o mesmo de O Cheiro do Ralo e Nina, lembrou dele?) vai marcar presença com seu À Deriva, integrante da mostra paralela Um Certo Olhar. Por fim, o curta Chapa, de Thiago Ricarte, também representará o país na mostra Cinéfondation, a mesma que premiou Eduardo Valente em 2002.
Com a proximidade do festival, devo voltar e escrever um pouco mais sobre os filmes internacionais que integram a mostra e que futuramente estréiam em terras brasileiras. Até lá, se você quiser conhecer um pouco melhor Eduardo Valente, recomendo passar pela a entrevista que ele deu ao Caleidoscópio, junto com Cléber Eduardo e Leonardo Mecchi, editores da Revista Cinética. Os curtas de Eduardo Valente citados estão disponíveis no Porta-Curtas (ver post anterior).
Por fim, na décima terceira edição do Festival Audiovisual do Recife (Cine PE), o grande vencedor foi o documentário Alô, alô, Terezinha (Nelson Hoineff), agradando o júri e o público. Já a ficção Praça Saens Peña (Vinicius Reis) recebeu cinco Calungas (para você que não sabe, este é nome do troféu), ao trabalhar um enredo sobre uma família de clásse média carioca. Foram destaques ainda a ficção Mistéryos (Beto Carminatti e Pedro Merege), o documentário Um Homem de Moral (Ricardo Dias) e os curtas SuperBarroco (Renata Pinheiro), Os Sapatos de Aristeu (Sérgio Luiz René Guerra) e Muro (Tião, Bruno Bezerra). A lista completa de premiados pode ser vista aqui.