Como já citado no post do dia 17 de junho, o cinema nacional vem demonstrando interesse em registrar a música brasileira. As estréias deste semestre tem Caetano Veloso, Paulo Vanzolini, Wilson Simonal, Titãs, Arnaldo Baptista e Mamonas Assassinas como protagonistas. Já a segunda metade do ano promete não ser muito diferente. O post comentava sobre a possibilidade de se fazer uma mostra apenas com documentário musicais nacionais. Eis que a idéia se torna realidade no 4º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que ocorrerá entre 6 e 12 de julho.
Para esta mostra foram selecionados nove longas-metragens, entre eles os já citados Ninguém Sabe o Duro Que Dei, Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa, Loki – Arnaldo Baptista, O Mistério do Samba e O Homem que Engarrafava Nuvens, que ainda não estreou em circuito. Outros títulos ainda inéditos nas salas de cinema e que compõe a programação são O Milagre de Sta. Luzia (2008, Sergio Roizenblit), sobre Dominguinhos e a sanfona, Contratempo (2008, Malu Mader e Mini Kerti), sobre a importância da música nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. Jards Macalé, o Morcego na Porta Principal (2008, Marco Abujamra e João Pimentel) e Waldick– Sempre no Meu Coração (2007, Patrícia Pillar), sobre os artistas que deram nome aos filmes também estão na programação.
O festival fará uma homenagem a Nelson Pereira dos Santos, considerado um dos precursores do Cinema Novo, e um dos diretores mais importantes do cinema nacional, com 37 filmes na carreira, dentre eles Vidas Secas (1962) e Rio 40 Graus (1957). Alex Viany e a retomada do cinema latino são outros motes que deram origem a sessões dentro do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que exibirá mais de 100 filmes, de 16 países diferentes. A programação completa, disponível no site, estará dividida em salas do Memorial da América Latina, Cinemateca Brasileira, CineSesc, Cinusp “Paulo Emílio”, Museu da Imagem e do Som e Teatro Cacilda Becker. A entrada é franca.