Durante oito dias fiquei literalmente imersa em curtas-metragens. Acompanhada algumas vezes, sozinha em outras. Entre a correria de atravessar a cidade para conseguir pegar uma ou duas sessões em sequência, pensei muito sobre o fazer cinematográfico. Para quem teve essa mesma rotina que eu ou para quem apenas apreciou alguns dos mais de 400 curtas, o saldo da 20a edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo (Curta Kinoforum) foi altamente positivo. A sensação de correr de um cinema para o outro, de assistir e desconstruir cada filme em poucos minutos e depois fazer surgir um texto em pouquíssimo tempo é única. E depois, ver o meu trabalho materializado no tablóide e comentado pelos organizadores da oficina foi, no mínimo, gratificante.
Quem perdeu o Festival ainda pode assistir aos filmes disponibilizados online (aqui) e que concorreram ao prêmio Porta Curtas. Os filmes vencedores foram “Divino, De repente” e “Ana Beatriz“. Ambos também apareceram na lista de curtas mais votados pelo público, assim como outros que não estão na internet. Logo mais apareço para comentá-los.
É isso que eu quero para a vida. Respirar, ver, cheirar, tatear e sentir o gosto do cinema a cada dia. As minhas resenhas podem ser lidas no tablóide do Festival, ou aqui, onde disponibilizarei em breve. E daqui pra frente, aguardem meus textos no Blog do Crítica Curta. Benvindos ao mundo do curta-metragem.