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	<title>Lente de Contato</title>
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	<description>Cultura, café e pipoca</description>
	<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 20:00:50 +0000</pubDate>
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		<title>Cartazes em cartaz</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 20:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
São muitos eventos na cidade. No último sábado estive na abertura da exposição &#8220;O Cinema em Cartaz&#8221; (aproveite e entre no link para ver alguns exemplares), no Museu de Arte Brasileira da FAAP. A mostra tem cartazes de filmes de diversas nacionalidades e épocas, desde comemorativos dos irmãos Lumiére até de filmes que ainda nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://camilafink.files.wordpress.com/2008/08/bras-cubas-poster01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-49" src="http://camilafink.files.wordpress.com/2008/08/bras-cubas-poster01.jpg?w=201&h=300" alt="" width="201" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">São muitos eventos na cidade. No último sábado estive na abertura da exposição <a href="http://www.faap.br/museu/">&#8220;O Cinema em Cartaz&#8221;</a> (aproveite e entre no link para ver alguns exemplares), no Museu de Arte Brasileira da FAAP. A mostra tem cartazes de filmes de diversas nacionalidades e épocas, desde comemorativos dos irmãos Lumiére até de filmes que ainda nem entraram em cartaz, como o Cegueira, de Fernando Meirelles, previsto para entrar nos cinemas brasileiros em setembro. Está dividida em várias sessões, pelos ilustradores, pelo país de origem dos filmes e por temas, além de uma sala temática para os filmes mais comerciais, do Star System, e outra de filmes produzidos por alunos e professores da FAAP. As ilustrações são de grandes nomes como Ziraldo, Lina Bo Bardi, Angeli e de anôminos. Utilizam técnicas variadas, como fotografias, montagens, xilografias e outras.</p>
<p style="text-align:justify;">O mais interessante foi sentir que em diversos momentos deu para notar a proximidade dos cartazes com as diferentes estéticas dos contextos históricos e que, em geral, eles estão alinhados aos diferentes momentos da história da arte. Os cartazes de filmes húngaros, por exemplo, da década de 70, lembraram um pouco os trabalhos de artistas modernistas. Já os russos eram, em geral, montagens de desenhos com fotografias, enquanto muitos filmes brasileiros foram feitos por cartunistas. A sala temática imita a entrada de uma sala de cinema da São Paulo dos anos 40, tema de inspiração para a cenografia da exposição, do escritório ARKITITO, dos irmãos Chantal e Tito Ficarelli. Eu não notei exatamente a relação com São Paulo, porém a distribuição ficou agradável, com paredes de vidro como suporte, além de transportar o público para o clima do universo do cinema, seja através da música ambiente, composta de trilhas sonoras dos filmes, seja pela ambientação.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns cartazes já são conhecidos, mas você verá algumas pérolas, como <span>As Mil e Uma Noites</span>, <span>Barravento, </span> <span>Berlim, Sinfonia de uma  Cidade, </span>O Poderoso Chefão, entre outros. Um dos que me chamou atenção foi do filme Seara Vermelha, com desenhos do Carybé. A curadoria foi feita pelos professores Rubens Fernandes Junior e Maximo Barros e os cartazes fazem parte da coleção da Filmoteca FAAP, que tem mais de três mil peças, além de fotos de Still, dvds e películas. A exposição vai ficar em cartaz- permitam-me o trocadilho- até dia 16 de setembro, no salão cultural da FAAP!</p>
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		<title>Coincidências da vida</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 12:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto estou aqui escrevendo, encantada com as relações da música com o cinema, descubro duas mostras que vão ocorrem em São Paulo justamente sobre isso. A minha idéia hoje era escrever sobre o que deixei em suspenso no post anterior, mas achei interessante comentar esta mini-agenda cultural.
O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) está com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Enquanto estou aqui escrevendo, encantada com as relações da música com o cinema, descubro duas mostras que vão ocorrem em São Paulo justamente sobre isso. A minha idéia hoje era escrever sobre o que deixei em suspenso no post anterior, mas achei interessante comentar esta mini-agenda cultural.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/index.jsp">CCBB</a> (Centro Cultural Banco do Brasil) está com a mostra “Luz, câmera, música!: Cineastas compositores”, cujo mote é este mesmo do título: diretores que criam suas próprias trilhas sonoras. Na programação, são 14 filmes de 7 diretores de diferentes nacionalidades, de Emir Kusturica (A Vida É Um Milagre) a Carlos Reichenbach (Alma Corsária). A mostra acontece no Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto), São Paulo (de 20 a 31 de agosto) e Brasília (de 19 a 31 de agosto).</p>
<p style="text-align:justify;">Já a Cinemateca Brasileira vai começar a <a href="http://www.cinemateca.com.br/">II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso</a>, que acontece entre os dias 8 e 17 de agosto. A proposta é exibir filmes menos conhecidos e sem música, mas com acompanhamento musical feito por músicos atuais. A organização dos filmes foi pensada em cinco frentes 80 Anos do Chaplin-Club, Cinema Silencioso Japonês, Paolo Cherchi Usai Apresenta, Destaques de Pordenone e Janela para a América Latina. Em paralelo aos filmes serão feitas oficinas e mesas de discussã.</p>
<p style="text-align:justify;">Bom, é isso aí. Interessados sobre o tema poderão se divertir bastante&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">*Agradeço ao meu mais assíduo leitor pela dica que fez surgir a idéia do post de hoje.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilafink.wordpress.com/44/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilafink.wordpress.com/44/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilafink.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilafink.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilafink.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilafink.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilafink.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilafink.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilafink.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilafink.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilafink.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilafink.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilafink.wordpress.com&blog=2681610&post=44&subd=camilafink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A música no cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 12:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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Lembro-me como se fosse ontem. Um fantástico espetáculo sobre música e cinema no Theatro Municipal de São Paulo. Não sei ao certo há quanto tempo ocorreu, mas lembro da força e beleza do evento. A orquestra acompanhando trechos dos filmes projetados num telão. Diria que é um dos melhores casamentos: cinema e música clássica. Talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://camilafink.files.wordpress.com/2008/07/tres_homens_conflito_1967_03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-39" src="http://camilafink.files.wordpress.com/2008/07/tres_homens_conflito_1967_03.jpg?w=300&h=149" alt="" width="300" height="149" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Lembro-me como se fosse ontem. Um fantástico espetáculo sobre música e cinema no Theatro Municipal de São Paulo. Não sei ao certo há quanto tempo ocorreu, mas lembro da força e beleza do evento. A orquestra acompanhando trechos dos filmes projetados num telão. Diria que é um dos melhores casamentos: cinema e música clássica. Talvez pela própria semelhança da estrutura entre ambos, regidos cada qual pelo seu maestro. Um para imagens, outro para o som. E quando a parceria é certeira, não há como falhar. Algumas músicas são apenas trilhas sonoras, ficam lá no fundo e quase ninguém nota. É o caso da maioria. Outras, são bem mais elaboradas e compostas especialmente com um diálogo com o diretor, com o roteiro do filme prontinho. Hoje vou falar apenas de um exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em>Três Homens em Conflito</em> (1966), a combinação da direção de Sergio Leone com as composições de Ennio Morricone é impagável. O filme conta a história de Blondie (Clint Eastwood), Tuco (Eli Wallach) e Angel Eyes (Lee Van Cleef), respectivamente o Bom, o Mau e o Feio- do título em inglês &#8220;The Good, The Bad and the Ugly&#8221;. Os primeiros dez minutos são tudo o que não imaginava num western e só depois de outros vinte minutos de belas fotografias e poucos diálogos conhecemos os três personagens. Aliás, não me recordo de uma introdução tão boa quanto esta. A história da corrida destes trio atrás de uma fortuna escondida tem a Guerra Civil americana como pano de fundo. São esses os elementos para um western repleto de cenas sensacionais. Uma das melhores é duelo a três da seqüência final (sugestão, se você for daqueles que não gostam de saber o final da história antes, nem tente procurar sobre, veja o filme e aguarde o final). Ou ainda, aquela em que o lacônico Blondie acende um pavio de canhão com seu cigarro. Lembrei de uma cena de <em>A Lenda do Pianista do Mar</em> (cuja trilha também é do Ennio Morricone), em que um cigarro é aceso nas cordas de um piano, após um duelo de pianistas&#8230;.dá arrepios!</p>
<p style="text-align:justify;">Mas como estou falando sobre música, nada melhor do que mostrar uma cena em que ela é tão protagonista quanto o personagem. Desta vez, Tuco, o feio, está em um cemitério. Com a música &#8220;The Ecstasy of Gold&#8221; (detalhe: ela é tocada integralmente), o trecho ganhou ainda mais força! <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tvNr3b-ddkY">Confira</a> você mesmo, só para ficar com o gostinho de assistir o filme. E guarde seus preconceitos, para não fazer como eu e morder a língua depois de tanto mal dizer os westerns.</p>
<p style="text-align:justify;">Ennio Morricone fez composições e arranjos para centenas de filmes e a lista de prêmios dele é muito, muito extensa. Daria para fazer um post por dia sobre suas contribuições musicais para os filmes, renderia assunto para mais de ano. Vale dizer o mesmo sobre Leone e a trilogia da qual o filme citado faz parte. Por enquanto, acho que está de bom tamanho. Na minha próxima passagem vou comentar sobre outras músicas, que não foram feitas especificamente para os filmes, mas que foram brilhantemente incorporadas a eles.</p>
<p style="text-align:justify;">***O post de hoje é uma homenagem a um amigo meu que me abriu os olhos para tudo o que foi discutido aqui sobre o filme, Clint, Leone, o western spaghetti (como também são conhecidos filmes do gênero feitos por diretores italianos) e, claro, me inspirou para pensar um pouco sobre o tema da música e do cinema.</p>
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		<title>&#8220;Cada ser tem sonhos a sua maneira&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 00:55:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

		<category><![CDATA[Noite Severina]]></category>

		<category><![CDATA[Roger Omar]]></category>

		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como as coisas por aqui andam bem paradas, ao contrário da verdadeira correria que está o meu dia-a-dia, pensei em trazer para cá uma leve mudança de ares. Esta reportagem saiu na Revista Trip, por autoria de Ronaldo Bressane. Achei que merecia ser divulgada, dado o brilhantismo do assunto.
Estou falando do trabalho do jornalista mexicano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Como as coisas por aqui andam bem paradas, ao contrário da verdadeira correria que está o meu dia-a-dia, pensei em trazer para cá uma leve mudança de ares. Esta reportagem saiu na <a href="http://revistatrip.uol.com.br/167/sonhe/01.htm">Revista Trip</a>, por autoria de Ronaldo Bressane. Achei que merecia ser divulgada, dado o brilhantismo do assunto.</p>
<p style="text-align:justify;">Estou falando do trabalho do jornalista mexicano Roger Omar, que compilou 142 sonhos de crianças e repassou para grandes artistas ilustrarem. A idéia de ouvir os sonhos da criançada é, por si só, fenomenal e é um prato cheio para conhecer um pouco do que passa na cabecinha desses pequenos seres. Os artistas também complementam o projeto, cada um com sua leitura, imprimindo ali seus traços e a sua forma de percepção do sonho.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Elmonstruodecoloresnotieneboca</em>, nome do <a href="http://www.flickr.com/photos/rogeromar/">seu flickr</a>, surgiu do sonho de uma das meninas ouvidas (veja bem o nome têm significado e traduzido torna-se algo assim &#8220;O monstro de cores não tem boca&#8221;). Aproveite que os links já estão aqui e dê uma olhadinha na matéria e no flickr, onde você pode ver as descrições dos sonhos, além de todos os desenhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Para entrar no clima, aproveite e ouça &#8220;<a href="letras.terra.com.br/ney-matogrosso-e-pedro-luis-e-a-parede/180511/ ">Noite Severina</a>&#8220;, de Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, de onde escolhi o verso que dá título a este post.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilafink.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilafink.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilafink.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilafink.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilafink.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilafink.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilafink.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilafink.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilafink.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilafink.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilafink.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilafink.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilafink.wordpress.com&blog=2681610&post=25&subd=camilafink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Entre linhas-reflexões de um rato de biblioteca</title>
		<link>http://camilafink.wordpress.com/2008/05/30/entre-linhas-reflexoes-de-um-rato-de-biblioteca/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 15:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

		<category><![CDATA[Cem Anos de Solidão]]></category>

		<category><![CDATA[Garcia Marques]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não é só de cinema que se vive a vida. Por forças maiores, faz uma semana que não vejo um filme sequer. Sou uma cinéfila admitida e neste instante estou tendo calafrios e me sinto enjoada- imagino que sejam por abstinência.
Redescobri neste tempo, porém, minha outra grande paixão. Aprendi desde miúda, com minha mãe, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img src="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/954_tate/3103122_tatecubo300.jpg" alt="Condensation Cube, obra do artista Hans Haacke." width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Não é só de cinema que se vive a vida. Por forças maiores, faz uma semana que não vejo um filme sequer. Sou uma cinéfila admitida e neste instante estou tendo calafrios e me sinto enjoada- imagino que sejam por abstinência.</p>
<p style="text-align:justify;">Redescobri neste tempo, porém, minha outra grande paixão. Aprendi desde miúda, com minha mãe, a também ser rato de biblioteca. Não que eu tenha abandonado e trocado o outro vício por este e vice-versa, mas fazia um bom tempo que não lia romances e peças com tanto gosto, já que livros teóricos de socilogoia, cinema, antropologia, comunicação e política me dominavam e me consumiam.</p>
<p style="text-align:justify;">Engoli umas boas páginas esta semana. Comecei com José Saramago, um português com jeitinho mal humorado que escreve com formas de crescer inveja em qualquer um. Agora ele está famoso pela adaptação que o brasileiro Fernando Meirelles fez do seu <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em> para o cinema, mas não é deste assunto que venho falar. Em <em>As Intermitências da Morte</em>, livro de 2005, Saramago conta como &#8220;no dia seguinte, ninguém morreu&#8221; por um capricho da Morte- ou da morte, com letra minúscula (só lendo para entender essa&#8230;). Deste enredo um tanto surrealista, encontramos situações tipicamente humanas e vemos retratadas atitudes do Estado, da Igreja, das máfias e pequenas e grandes corrupções com muita ironia e sarcasmo. Eu tenho a sensação de que Saramago é um discípulo distante de Machado de Assis- e se assim fosse, ousaria dizer que a criatura saiu melhor ainda do que o criador.</p>
<p style="text-align:justify;">Delírios à parte, depois de trombar com Hélio Oiticica, Lygia Clark e sua turma nas artes plásticas; com Gil, Caetano, Tom Zé e toda a Tropicália; com Glauber, Sganzerla e companhia inventando o Cinema Novo, Marginal e etc., pensei que seria bom voltar ao começo de tudo com nossos modernistas. Foi aí que pesquei da prateleira <em>O Rei da Vela</em>, peça de Oswald de Andrade. Hoje vejo que os modernistas foram muito mais influentes na nossa cultura do que eu poderia ter previsto na época em que tive minhas experiências anteriores de literatura moderna, limitada aos clássicos do tipo<em> Macunaíma</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, entrei no fantástico mundo de <em>Cem Anos de Solidão</em>, de Gabriel Garcia Marquez. Os Aurelianos, Josés Arcadios, Remédios e Úrsula me sugaram para uma Macondo de tal forma que não gostaria de sair de lá tão cedo e mesmo assim tenho ânsias de ler o livro. Deste, prefiro não falar muito. Deixarei essa para o própiro Garcia Marques, em maravilhoso trecho da obra:</p>
<p><em>Ao ser destampado pelo gigante, o cofre deixou escapar um hálito glacial. Dentro havia apenas um enorme bloco transparente, com infinitas agulhas internas nas quais se despedaçava em estrelas de cores a claridade do crepúsculo. Desconcertado, sabendo que os meninos esperavam uma explicação imediata, José Arcadio Buendía atreveu-se a murmurar: </em></p>
<p><em>- É o maior diamante do mundo. </em></p>
<p><em>- Não- corrigiu o cigano- É gelo.</em></p>
<p>Depois dessa, cá entre nós, preciso dizer mais algum coisa?</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilafink.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilafink.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilafink.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilafink.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilafink.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilafink.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilafink.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilafink.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilafink.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilafink.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilafink.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilafink.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilafink.wordpress.com&blog=2681610&post=23&subd=camilafink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Condensation Cube, obra do artista Hans Haacke.</media:title>
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		<title>Câmara escura- World Press Photo 2008</title>
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		<pubDate>Sat, 17 May 2008 02:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[
Há três poucos anos, quando descobri a Fotografia, comecei a aguardar ansiosamente a mostra de fotos da World Press Photo, que este ano chega ao Brasil em exposição que começa hoje, dia 16 de maio.
O World Press Photo é uma organização holandesa, criada em 1955 para premiar as melhores fotografias jornalísticas do ano. A mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:justify;"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,13088460,00.jpg" alt="" width="595" height="424" /></div>
<div style="text-align:justify;">Há três poucos anos, quando descobri a Fotografia, comecei a aguardar ansiosamente a mostra de fotos da World Press Photo, que este ano chega ao Brasil em exposição que começa hoje, dia 16 de maio.</div>
<div style="text-align:justify;">O World Press Photo é uma organização holandesa, criada em 1955 para premiar as melhores fotografias jornalísticas do ano. A mostra é itinerante e passa por 45 países, em cidades como Atenas, Paris, Hamburgo, Milão e outras. Na edição de 2008, concorreram 5019 candidatos de 125 países. Do Brasil participaram cerca de 131 concorrentes.</div>
<div style="text-align:justify;">A exposição fica organizada pelas categorias temáticas. Em geral há uma sessão de retratos, que não tem muito impacto, na minha opinião. Há também fotos esportivas, da natureza, outras contemporâneas, de notícias e eventos importantes do ano, além de artes e entretenimento. Desta vez, a vencedora foi uma foto de um soldado norte-americano em batalha no Afeganistão (lá do alto), tirada pelo inglês Tim Hetherington, da Vanity Fair. A foto do ano passado foi impactante e muito bonita.</div>
<div style="text-align:justify;">Quem tiver interesse pode conferir toda a mostra (que não é muito grande) no Sesc Pompéia, localizado lá na Lapa, na rua Clélia. E a entrada é gratuita. Você nem tem desculpa para perder essa. Ainda não passei por lá, mas devo dizer que este dia não tarda muito a chegar. Enquanto isso, aproveito para ter um aperitivo no site oficial da <a href="http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&amp;task=blogsection&amp;id=18&amp;Itemid=187&amp;bandwidth=high">World Press Photo</a> (clique e conheça). Dê uma olhada por lá e veja que belo momento temos da ex-primeira ministra paquistanesa, Benazir Bhutto, morta no ano passado, na lente de Daniel Berehulak.</div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilafink.wordpress.com/22/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilafink.wordpress.com/22/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilafink.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilafink.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilafink.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilafink.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilafink.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilafink.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilafink.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilafink.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilafink.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilafink.wordpress.com/22/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilafink.wordpress.com&blog=2681610&post=22&subd=camilafink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Algumas pequenas coisas da vida</title>
		<link>http://camilafink.wordpress.com/2008/05/13/algumas-pequenas-coisas-da-vida/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 14:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pipoca]]></category>

		<category><![CDATA[Depois da vida]]></category>

		<category><![CDATA[Hirokazu Kore-eda]]></category>

		<category><![CDATA[Ninguém pode saber]]></category>

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		<description><![CDATA[

Outro dia, um amigo sugeriu que eu escrevesse também sobre filmes mais antigos. Expliquei que não tinha muita razão para ainda não ter feito isso. Esta semana, o mesmo amigo comentou de um belo filme, desses que não são novos, e resolvi falar sobre ele. Então, vamos lá.
 Ninguém Pode Saber (veja o trailer no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img src="http://www.lhp.com.sg/films/nobodyknows/04_media/gallery/03_spring1/spring08.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Outro dia, um amigo sugeriu que eu escrevesse também sobre filmes mais antigos. Expliquei que não tinha muita razão para ainda não ter feito isso. Esta semana, o mesmo amigo comentou de um belo filme, desses que não são novos, e resolvi falar sobre ele. Então, vamos lá.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WrXLsgq6fvs&amp;feature=related"><em> Ninguém Pode Saber</em></a> (veja o trailer no link), de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0466153/">Hirokazu Kore-eda</a>, é um filme de 2004. Tudo começa com uma mãe e seu filho mais velho, um menino de 12 anos, em plena mudança de casa. Há um exagero de cuidados com as malas que eles carregam. Quando entram no apartamento nós descobrimos outras três crianças dentro das malas. A mãe os faz prometer que ficarão escondidos do resto do condomínio. O único que realmente existe ali é o menino Akira. Em pouco tempo, ela abandona os quatro filhos vivendo sozinhos naquele apartamento de Tóquio. A angústia que nos persegue durante todo o filme é que, aquilo que vemos, toda a degradação e descaso, está baseada em uma história real acontecida em meados dos anos 80. A ausência das figuras paterna e materna, esta última presente apenas algumas vezes, pelo dinheiro enviado pelo correio; a miséria; a falta de estabilidade financeira e a impossibilidade do pequeno trabalhar; a instauração do caos; a vontade de sobreviver e o amadurecimento forçado de Akira. A partir disso, a responsabilidade, a moral, a degradação e todo um alicerce social, não apenas do Japão, mas da humanidade, é discutido.</p>
<p style="text-align:justify;">Do mesmo diretor, outro filme maravilhoso, de 1998. O roteiro de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QO5VuFzgu6A"><em>Depois da Vida</em></a> (aqui também tem vídeo) é muito original, discute a pós-morte e assim reflete profundamente sobre a vida. Na história, as pessoas mortas precisam passar por um local antes de continuarem o seu caminho na eternidade. Seria uma repartição pública? Um escritório? Ou um intermediário entre o céu e o inferno? Um purgatório? Isso de fato não importa muito. Para continuarem seu caminho aquelas pessoas têm uma difícil tarefa, precisam escolher uma única lembrança, de todas da vida. O momento escolhido é reproduzido, com a ajuda dos funcionários, e filmado, para ser levado na memória para sempre. Há quem se revolte em escolher uma, ou que não consiga se decidir, dada a quantidade de opções e outros que não se lembrem de algo que quisessem levar. Surgem as mais diversas memórias, algumas engraçadas, outras melancólicas, simples ou cotidianas. Por fim, a metáfora do cinema, como aquele capaz de reproduzir memórias, guardando-as para a eternidade é uma homenagem. Comentando um texto de outro amigo, sobre a memória de acampamentos na infância, tive vontade de dizer que somos feitos de lembranças. E como não? São elas- e a ausência delas- que alimentam o hoje e os planos e desejos futuros. Você saberia escolher a sua lembrança?</p>
<p style="text-align:justify;">Nos dois filmes a beleza está no prolongamento do tempo de reflexão e nas pequenas coisas do cotidiano, tão importantes e evidentes no cinema oriental e, às vezes, ignoradas por outros cinemas que gostam das grandiosidades. É claro que quando falo aqui em &#8220;cinemas&#8221; estou querendo dizer um tanto a mais&#8230;</p>
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		<title>Um cristal no sol- reflexos, brilhos e cores de Kar-Wai</title>
		<link>http://camilafink.wordpress.com/2008/05/07/um-cristal-no-sol-reflexos-brilhos-e-cores-de-kar-wai/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 13:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pipoca]]></category>

		<category><![CDATA[blueberry]]></category>

		<category><![CDATA[Um Beijo Roubado]]></category>

		<category><![CDATA[Wong Kar-Wai]]></category>

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Para quem não conhece Wong Kar-Wai, Um Beijo Roubado, será uma boa surpresa. Para quem já está dentro de sua obra, a sensação talvez não seja muito diferente das anteriores. O enredo é relativamente simples, mas só relativamente, afinal fala do amor, do amor como algo maior do que uma relação-casal. E assim, somos apresentados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/04/09/09_MHG_cult_beijo04.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Para quem não conhece <a href="http://www.imdb.com/name/nm0939182/">Wong Kar-Wai</a>, <em>Um Beijo Roubado</em>, será uma boa surpresa. Para quem já está dentro de sua obra, a sensação talvez não seja muito diferente das anteriores. O enredo é relativamente simples, mas só relativamente, afinal fala do amor, do amor como algo maior do que uma relação-casal. E assim, somos apresentados a Elisabeth, Norah Jones, na sua versão atriz, que tem uma desilusão amorosa e entra no comum ciclo de solidão e ausência que todos nós passamos. Para retomar a vida sai em uma viagem pelos Estados Unidos. Não espere um road-movie, pois há muito pouco de road neste filme, talvez porque aqui o que importa são as paradas e não a estrada, alucinadamente acelerada em alguns pequenos trechos. Nestas paradas é que vamos conhecer a relação da moça com Jeremy (Jude Law), dono do café-bar, com outros conhecidos e, principalmente, dela com ela mesma.<br />
Alguns dizem que o filme é um tanto irregular. Talvez porque a vida seja assim. No primeiro momento, o filme se passa dentro do café-bar de Jeremy, com conversas, bifes e muitas tortas de blueberry. E porque não? Afinal, Elisabeth estava também sem rumo e precisava desacelerar. Enquanto ela busca um caminho, nós espectadores nos encantamos com os simbolismos e diálogos entre aqueles dois estranhos  e amigos. E com as escolhas de Kar-Wai.<br />
Uma das melhores passagens do filme concentra-se em Memphis, na história de Travis, policial durante o dia e um amante amargurado à noite. Ele sofre, sente dor e amor. Elisabeth o conhece aos poucos, assim como nós, que simpatizamos com os sentimentos do homem apaixonado e seus copos de bebida. Aliás, muito dele é desconstruído - construído para nós- no diálogo de Raichel Weisz e Elisabeth, já no fim da passagem, com simplicidade e densidade. Em seguida conhecemos Las Vegas e uma Natalie Portman viciada em jogos, sua maneira golpista, metirosa e desconfiada de viver, um contraponto e complemento para a personalidade de Elisabeth. Juntas, saem pelas estradas- que agora sim tem seu tempo e não precisam ser vertiginosas. O filme, assim como o que a protagonista vive para ultrapassar aquele amor, se fecha num ciclo, um círculo inacabado que forma uma espiral,  pois antes de se concluído o caminho se desvia, para formar um novo ciclo.<br />
A trilha sonora não poderia deixar de ter canções da protagonista, na sua versão cantora, mas isso não atrapalha a bela seleção de músicas, que são ouvidas- sim, você consegue sentir a música, em geral esquecida em outros filmes como pano de fundo. O filme de Kar-Wai, primeiro dele em inglês, mantém suas características e tem um belo trabalho de cores, contrastes de dias e noites e os closes repetidos nas entranhas <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u396303.shtml">da torta de blueberry</a>. Quem gosta das brincadeiras de edição e câmera vai gostar das fusões de imagens sobrepostas, distorção de outras com os vidros, espelhos, letreiros e neons que surgem em profusão e dos planos deliciosos, com belas jogadas e escolhas de câmera, especialmente na primeira parte, quando tudo se restringe às noites dentro do café. O filme tem diversas referências ao cinema, aos grandes cineastas, como muitos críticos já notaram- e seria inevitável dizer- há uma forte ligação com Wenders em <em>Paris, Texas</em>, e à obra do próprio Kar-Wai. Você vai se sentir contemplado com este filme, seja pelo singelo, simbólico, enredo ou estética.</p>
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		<title>Impressões cinematográficas</title>
		<link>http://camilafink.wordpress.com/2008/04/22/impressao/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 19:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sessão de sexta-feira à noite, no Cinesesc, um dos melhores cinemas da cidade de acordo com os guia semanais dos mais bojudos jornais. Passada uma hora de filme, a tela se apaga, as luzes acendem. Inversão de papéis? Os personagens desaparecem e a platéia se torna protagonista. Típica situação de Saramago&#8230;.
Onde foi parar aquele universo? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img src="http://www.spanisharts.com/history/del_impres_s.XX/impresionismo/monet_impresion400.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">Sessão de sexta-feira à noite, no Cinesesc, um dos melhores cinemas da cidade de acordo com os guia semanais dos mais bojudos jornais. Passada uma hora de filme, a tela se apaga, as luzes acendem. Inversão de papéis? Os personagens desaparecem e a platéia se torna protagonista. Típica situação de Saramago&#8230;.<br />
Onde foi parar aquele universo? O interrogatório das autoridades? O menino sem melhores perspectivas de vida?</p>
<p style="text-align:justify;">Silêncio.</p>
<p style="text-align:justify;">Constrangimento. O moço grisalho e careca sai em busca de alguém uniformizado. O casal aproveita para namorar. Os amigos planejam o próximo programa. As amigas abandonam as queixas e se concentram em comentários sobre o filme. Marido e mulher aproveitam para tomar um café- mestre de cerimônias dos intervalos não preenchidos.<br />
Olho para cima. O técnico está trabalhando com a película, que depois fiquei sabendo que arrebentou. Queria subir, queria tê-las em minhas mãos. Só então lembrei dos avisos na bilheteria. As cópias podem apresentar defeito. Cópias. Defeitos. Defeitos. As luzes se apagam, os personagens e rostos conhecidos voltam. Silêncio. E tudo volta ao normal.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Foi assim que me descobri pensando o que é o cinema sem vida. O que é o cinema sem a luz, sem o movimento, sem a platéia e sem a viagem dentro de cada nova história. O cinema seria nada. E eu, no desespero de ter deixado todo aquele mundo ficcional escapar pelas minhas mãos, também nada seria.</p>
<p style="text-align:justify;">******</p>
<p style="text-align:justify;"><img src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/santiago/santiago03.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">Santiago.<br />
O que é <em>Santiago</em>? É um filme sobre um homem, seu tempo e sua vida, sobre seu isolamento e as amizades de papel. É um filme sobre João Moreira Salles, sobre a sua biografia, sua família e suas memórias. É um filme sobre hierarquias e jogos de poder. Talvez isso seja pouco, e o que importe mesmo seja a melancolia, a coragem e a maturidade. O movimento de João Moreira Salles é raro. Em geral, muito se faz, ou se tenta fazer, e pouco se reflete. E quando filmes muito interessantes são comentados por seus diretores, vem a decepção. Nem eles mesmos sabem o poder e a importância dos seus trabalhos. Pensando o cinema brasileiro, desde suas origens até hoje, sinto que talvez seja este um dos filmes mais importantes da nossa cinematografia, porque ele foi pensado, digerido, regurgitado, re-pensado. Ele-o filme e o diretor- teve seu tempo. O tempo, &#8220;És um dos deuses mais lindos&#8221;!</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilafink.wordpress.com/19/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilafink.wordpress.com/19/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilafink.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilafink.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilafink.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilafink.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilafink.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilafink.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilafink.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilafink.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilafink.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilafink.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilafink.wordpress.com&blog=2681610&post=19&subd=camilafink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<media:content url="http://www.spanisharts.com/history/del_impres_s.XX/impresionismo/monet_impresion400.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/santiago/santiago03.jpg" medium="image" />
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		<title>Correndo atrás das pérolas perdidas</title>
		<link>http://camilafink.wordpress.com/2008/04/03/correndo-atras-da-pipoca-perdida/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 12:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Fink</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Café]]></category>

		<category><![CDATA[A Vida dos Outros]]></category>

		<category><![CDATA[Cartas de Iwo Jima]]></category>

		<category><![CDATA[Cartola]]></category>

		<category><![CDATA[Em Busca da Vida]]></category>

		<category><![CDATA[Jogo de Cena]]></category>

		<category><![CDATA[Mutum e Império dos Sonhos]]></category>

		<category><![CDATA[Santiago]]></category>

		<category><![CDATA[Vermelho como o Céu]]></category>

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No dia 8 de abril começa a tradicional mostra retrospectiva 2007 do CineSesc. Quem não conseguiu ver os filmes do ano passado pode correr para a Augusta e tentar pegar a sessão desejada. Para você se organizar, deixo a programação completa. O ingresso custa R$6,00.
Se eu fosse você, não perderia estes filmes: Jogo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"> <img src="http://www.gep.de/filmdesmonats/img/still_life_7red.jpg" height="339" width="606" /></p>
<p align="justify">No dia 8 de abril começa a tradicional mostra retrospectiva 2007 do CineSesc. Quem não conseguiu ver os filmes do ano passado pode correr para a Augusta e tentar pegar a sessão desejada. Para você se organizar, deixo a programação completa. O ingresso custa R$6,00.</p>
<p align="justify">Se eu fosse você, não perderia estes filmes: <i>Jogo de Cena</i>, <i>A Vida dos Outros</i>, <i>Em Busca da Vida</i>, <i>Vermelho como o Céu</i>, <i>Cartas de Iwo Jima</i>,<i> Santiago</i>, <i>Cartola</i>, <i>Mutum</i> e <i>Império dos Sonhos</i>.  Só não ocupem todos os lugares da sala, ou melhor, guardem um para mim. Tenho os meus atrasos para colocar em dia e estarei por lá, no mínimo, para duas sessões.</p>
<p><b>8 de abril – terça-feira</b><br />
14h30 - <i>Batismo de Sangue</i>, de Helvécio Ratton<br />
16h30 - <i>Mais Estranho que a Ficção</i>, de Marc Forster<br />
19h -<i> A Rainha</i>, de Stephen Frears<br />
21h - <i>O Passado</i>, de Hector Babenco</p>
<p><b>9 de abril – quarta-feira</b><br />
14h30 - <i>Noel, Poeta da Vila</i>, de Ricardo van Steen<br />
16h30 -<i> Novo Mundo</i>, de Emanuele Crialese<br />
19h - <i>O Grande Chefe</i>, de Lars Von Trier<br />
21h - <i>Piaf, Um Hino ao Amor</i>, de Olivier Dahan</p>
<p><b>10 de abril – quinta-feira</b><br />
14h30 - <i>Cão Sem Dono</i>, de Beto Brant<br />
16h30 - <i>Babel</i>, de Alejandro González Iñarritu<br />
19h - <i>Em Paris</i>, de Christophe Honoré<br />
21h - <i>O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford</i>, de Andrew Dominik</p>
<p><b>11 de abril – sexta-feira</b><br />
14h30 - <i>Notas sobre Um Escândalo</i>, de Richard Eyre<br />
16h30 - <i>O Cheiro do Ralo</i>, de Heitor Dhalia<br />
19h - <i>A Via Láctea</i>, de Lina Chamie<br />
21h -<i> Império dos Sonhos</i>, de David Lynch</p>
<p><b>12 de abril – sábado</b><br />
14h30 - <i>Baixio das Bestas</i>, de Claudio Assis<br />
16h30 - <i>Babel</i>, de Alejandro González Iñarritu<br />
19h -<i> Jogo de Cena</i>, de Eduardo Coutinho<br />
21h - <i>A Vida dos Outros</i>, de Florian Henckel von Donnersmarck</p>
<p><b>13 de abril – domingo</b><br />
14h30 -<i> A Casa de Alice</i>, de Chico Teixeira<br />
16h30 -<i> Em Busca da Vida</i>, de Jia Zhang-ke<br />
19h - <i>Maria</i>, de Abel Ferrara<br />
21h -<i> Tropa de Elite</i>, de José Padilha</p>
<p><b>14 de abril – segunda-feira</b><br />
14h30 - <i>A Culpa é do Fidel</i>, de Julie Gavras<br />
16h30 - <i>A Procura da Felicidade</i>, de Gabriele Muccino<br />
19h - <i>O Violino</i>, de Francisco Vargas<br />
21h - <i>O Sobrevivente</i>, de Werner Herzog</p>
<p><b>15 de abril – terça-feira</b><br />
14h30 - <i>Não por Acaso</i>, de Philippe Barcinski<br />
16h30 - <i>Conduta de Risco</i>, de Tony Gilroy<br />
19h -<i> Vermelho como o Céu</i>, de Cristiano Bortone<br />
21h - <i>Zodíaco</i>, de David Fincher</p>
<p><b>16 de abril – quarta-feira</b><br />
14h30 - <i>A Comédia do Poder</i>, de Claude Chabrol<br />
16h30 - <i>Cartas de Iwo Jima</i>, de Clint Eastwood<br />
19h -<i> A Casa de Alice</i>, de Chico Teixeira<br />
21h - <i>O Passado</i>, de Hector Babenco</p>
<p><b>17 de abril – quinta-feira</b><br />
14h30 - <i>Saneamento Básico</i>, de Jorge Furtado<br />
16h30 - <i>Medos Privados em Lugares Públicos</i>, de Alain Resnais<br />
19h - <i>Viagem a Darjeeling</i>, de Wes Anderson<br />
21h - <i>Piratas do Caribe – No Fim do Mundo</i>, de Gore Verbinski</p>
<p><b>18 de abril – sexta-feira</b><br />
14h30 - <i>Proibido Proibir</i>, de Jorge Duran<br />
16h30 - <i>Pecados Íntimos</i>, de Todd Field<br />
19h - <i>Querô</i>, de Carlos Cortez<br />
21h - <i>Tropa de Elite</i>, de José Padilha</p>
<p><b>19 de abril – sábado</b><br />
14h30 - <i>A Via Láctea</i>, de Lina Chamie<br />
16h30 - <i>Piaf, Um Hino ao Amor</i>, de Olivier Dahan<br />
19h -<i> Santiago</i>, de João Moreira Salles<br />
21h -<i> Uma Mulher Sob Influência</i>, de John Cassavetes</p>
<p><b>20 de abril – domingo</b><br />
11h - <i>As aventuras de Azur e Asmar</i>, de Michel Ocelot<br />
14h30 - <i>Jogo de Cena</i>, de Eduardo Coutinho<br />
16h30 -<i> A Vida dos Outros</i>, de Florian Henckel von Donnersmarck<br />
19h -<i> O Preço da Coragem</i>, de Michael Winterbottom<br />
21h - <i>No Vale das Sombras</i>, de Paul Haggis</p>
<p><b>21 de abril – segunda-feira</b><br />
11h - <i>Ratatoiulle</i>, de Brad Bird<br />
14h30 -<i> Em Busca da Vida</i>, de Jia Zhang-ke<br />
16h30 - <i>Ratatoiulle</i>, de Brad Bird<br />
19h - <i>Cartola</i>, de Lírio Ferreirra<br />
21h - <i>Lady Chatterley</i>, de Pascale Ferran</p>
<p><b>22 de abril – terça-feira</b><br />
14h30 -<i> Possuídos</i>, de William Friedkin<br />
16h30 - <i>O Amor nos Tempos do Cólera</i>, de Mike Newell<br />
19h - <i>O Engenho de Zé Lins</i>, de Vladimir Carvalho<br />
21h - <i>O Último Rei da Escócia</i>, de Kevin Macdonald</p>
<p><b>23 de abril – quarta-feira</b><br />
14h30 - <i>Mutum</i>, de Sandra Kogut<br />
16h30 - <i>A Vida dos Outros</i>, de Florian Henckel von Donnersmarck<br />
19h - <i>Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá</i>&#8220;, de Silvio Tendler<br />
21h - <i>O Hospedeiro</i>, de Joon-ho Bong</p>
<p><b>24 de abril – quinta-feira</b><br />
14h30 - <i>500 Almas</i>, de Joel Pizzini<br />
16h30 - <i>A Leste de Bucareste</i>, de Corneliu Porumboiu<br />
19h - <i>Carreiras</i>, de Domingos de Oliveira<br />
21h - <i>Em Busca da Vida</i>, de Jia Zhang-ke</p>
<p align="justify">Bom filme!</p>
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