Fotografia de corpo e alma

Henri Cartier-Bresson

“Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.” Henri Cartier-Bresson

Resumo
Há cinco anos o mundo perdeu um dos principais fotógrafos do século XX. Agora, o famoso fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson está sendo homenageado em duas exposicões no Sesc Pinheiros, em São Paulo, que complementam o calendário comemorativo do Ano da França no Brasil. “Henri-Cartier Bresson: fotógrafo” é uma mostra de 133 fotografias. Em paralelo, a exposição “Bressonianas” faz um panorama da influência da obra do francês no trabalho de fotógrafos brasileiros.

Por que ver?
Recomendada para estudantes que pretendem revisar alguns conteúdos de história para o vestibular, para alunos de fotografia, artes plásticas, comunicação visual e para todos que se interessam por arte e cultura.

Henri Cartier-Bresson (1908-2004) é um dos maiores nomes do fotodocumentário e é considerado um dos fundadores do fotojornalismo moderno. Seus cliques imortalizaram, por exemplo, a Segunda Guerra Mundial, o comunismo na China e na URSS, a Guerra Civil Espanhola, a morte de Mahatma Gandhi, na Índia. Ao mesmo tempo, que retratava momentos históricos relevantes tinha a sensibilidade para encontrar beleza nas pequenas coisas do cotidiano. Muito da sua agilidade e delicadeza veio da opção por usar uma câmera alemã Leica, leve e silenciosa. Integrado a ela, ele conseguia se infiltrar nos cenários e flagrar a beleza do mundo.

Crianças na praia de Puri, por Marcelo Buainain. Estado de Orissa, Índia.
Fotografia do brasileiro Marcelo Buainain na mostra Bressonianas

Cartier-Bresson começou a fotografar em 1931. Foi o fotógrafo pioneiro a expor no Museu do Louvre, em Paris, e também foi o primeiro estrangeiro a conseguir a permissão para fotografar a extinta União Soviética após a morte de Stálin (1879-1953). Martin Luther King, Henri Matisse, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram apenas algumas das personalidades enquadradas pelas lentes do artista também chamado de “o olho do século”.

A exposição reúne imagens registradas em 23 países, entre 1926 e 1979, e é uma parceria do Sesc com a fundação francesa Henri-Cartier Bresson. A curadoria é de Eder Chiodetto, fotógrafo e jornalista. O Sesc Pinheiros também recebe a mostra paralela “Bressonianas”, que reúne cerca de trinta trabalhos de sete fotógrafos brasileiros. A influência da técnica e dos temas de Henri-Cartier Bresson é mais do que evidente nas obras de Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Juan Esteves, Tuca Vieira, Flávio Damm, Orlando Azevedo e Marcelo Buainain.

Onde?
SESC Pinheiros
Rua Paes Leme, 195. Pinheiros – São Paulo (SP). Tel: 11 3095-9400

Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo
De 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.

Bressonianas
De 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.

Fique de Olho

Se você gostou mesmo do passeio e quer se aprofundar na obra deste fotógrafo, então a recomendação é o livro “Cartier-Bresson: O Olhar do Século” (L&PM Editores, 2008), do jornalista Pierre Assouline, uma biografia que resultou de muitas horas de conversa e amizade. Quem preferir também pode dar uma olhada no livro “Henri Cartier-Bresson – Fotógrafo” (SESC SP/Cosac Naify), que está sendo relançado junto com as exposições.

Publicação original: Site Ikwa (21/10/2009)

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