Admirável mundo novo

Câmeras fotográficas digitais, video-games sem controle e celulares com música. Se o  desenvolvimento tecnológico mudou o seu dia a dia, imagine o que pode acontecer com as profissões no futuro

Por Camila Fink e Livia Di Bartolomeo

Apesar de ainda não existirem robôs domésticos e carros voadores, algumas tecnologias antes só imaginadas em seriados como “Os Jetsons” e nos filmes da série “Star Wars” já são realidade. Internet, computadores e equipamentos ultramodernos modificam o cotidiano das pessoas e, na era dos nativos digitais, o que antes era considerado apenas entretenimento será a base para as profissões do futuro.

Jogos digitais
Setor em crescimento no Brasil, a produção de games para consoles, computadores e celulares é uma das carreiras promissoras. Segundo uma pesquisa realizada em 2008 pela Abragames (Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos), cerca de 43% dos softwares de jogos eletrônicos fabricados no país são exportados. E os números só devem aumentar, já que a tendência é que os jogos digitais sejam usados nas escolas para facilitar a aprendizagem, em empresas como parte do processo seletivo, e em agências de publicidade como novos suportes para propaganda. Uma novidade é a interação com a interface dos jogos, no melhor estilo Wii, da Nintendo, que promete mais inovações.

No entanto, os cursos são muito recentes e faltam profissionais qualificados no mercado, o que torna a área mais atraente para quem pretende trabalhar com a programação, design, arte gráfica ou animação de games. Rafael Ferrari viu este potencial e resolveu entrar de cabeça. “Comecei a estudar bem na hora em que empresas dos EUA vieram para cá investir no ramo”, afirma o aluno de jogos eletrônicos que programa games para celulares.

Fotografia
O desenvolvimento de novos equipamentos digitais também expandiu os limites da fotografia. A qualidade dos equipamentos se aprimora, as câmeras oferecem fotos captadas com mais megapixels, e lentes que oferecem mais luminosidade e nitidez. Por outro lado, para o fotógrafo Araquém Alcântara, a câmera analógica ainda tem algumas vantagens. “O digital não capta a combinação de cores que eu consigo com uma Leica ou numa Nikon”, afirma.

Investir em um computador com memória e softwares de edição de imagem, além de ter uma boa máquina não é o suficiente. O futuro deste profissional está além das inovações tecnológicas e o diferencial do fotógrafo será a sua bagagem cultural. Heloísa Grego, fotógrafa de estúdio, garante que ninguém nasce sabendo. “A câmera não faz nada por você e nem o computador. Você vai ter que se virar, estudar e descobrir a forma de fazer”, afirma. Um bom fotógrafo vai além do clique, deve oferecer algo que nenhuma máquina é capaz: refletir antes de fotografar.

Publicação original: Revista Young (Dezembro/Janeiro)

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