Estágio prematuro

Estudantes começam a estagiar desde cedo e ganham experiência profissional e maturidade

A maioria dos jovens acha que é necessário estar na faculdade para começar um estágio, mas antes mesmo de terminar o ensino médio os estudantes já podem se lançar no mercado. Cerca de 350 mil estudantes da base de dados do CIEE estagiam hoje no Brasil, sendo que 25% são alunos de ensino médio. Em geral, estão na área financeira, de administração, marketing, atendimento, pesquisa, recreação, recursos humanos, projetos sociais e informática.

Este é o caso de Felipe Menezes, 17 anos, que está terminando o colegial na rede estadual de ensino. Felipe decidiu começar a trabalhar por conta própria, para se bancar e pagar a faculdade. Quando entrou na NK Assessoria Contábil e Fiscal ele não sabia exatamente qual curso fazer. Depois de atuar um ano como arquivista e digitalizador de documentos, já tem planos para o futuro. “Pretendo entrar no curso de direito, para me especializar na área jurídica”, afirma o estudante que se esforça para conciliar o trabalho com os estudos. Felipe ainda está no seu primeiro emprego, mas vê na própria empresa a oportunidade de ser efetivado e crescer na carreira.

Benefícios
Segundo Sylvana Rocha, gerente técnica de estágios do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), o estágio no ensino médio está previsto por lei, mas possui características diferentes do modelo profissionalizante. “Essa experiência permite o desenvolvimento de competências e habilidades do estudante que está concluindo a educação básica como profissional e como cidadão”, afirma. Segundo Sylvana, um estágio como o de Felipe desenvolve competências de linguagem, lógica, tecnologia, senso crítico, maturidade e diminui o impacto de entrar em um ambiente de trabalho, sem interferir no rendimento escolar. Principalmente porque a instituição de ensino acompanha os relatórios de atividades do aluno.

A regulamentação das leis de estágios foi revista em 2008 para evitar o abuso de carga horária e garantir benefícios aos contratados, acabando com o estereótipo do jovem faz-tudo que ganha pouco. E os estudantes precisam estar por dentro para não serem passados para trás na hora de assinar um contrato. Segundo Reginaldo Vicente, advogado, “o estagiário tem direito a receber uma bolsa de, no mínimo, um salário mínimo, seguro de vida, vale transporte e férias remuneradas. Outros benefícios ficam a cargo da empresa”.

Falta de experiência
Maluh Duprat, orientadora profissinal, comenta que os estudantes são muito mal preparados pelas escolas para fazer uma escolha de carreira. “Uma opção seria aproveitar os estudos de meio e mostrar quais são as profissões que estão envolvidas com cada área de estudo”. Ela cita como exemplo as viagens para Minas Gerais e para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), para ilustrar o trabalho do historiador, do geógrafo e do biólogo, por exemplo.

Se você está no ensino médio e pensa em entrar no mercado de trabalho, aproveite. O final do segundo semestre costuma ser uma boa época para se candidatar a uma vaga. Há muitos estudantes se formando e as empresas precisam contratar novos estagiários para o ano seguinte. Monte seu currículo e boa sorte.

Publicação original: Site Ikwa (13/11/2009)

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