Moradias estudantis

Depois da aprovação, a famosa tensão pré-vestibular se transforma em um novo desafio: onde morar

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A maratona de vestibulares chega ao fim. Depois da felicidade de ver o próprio nome em alguma lista de aprovados vem outro desafio: onde morar? Muitos estudantes precisam arrumar as malas e sair do conforto da casa dos pais para começar uma nova vida. Existem opções para todos os bolsos e estilos de vida. Para ajudá-lo nesta nova fase, o Ikwa correu atrás dos diferentes tipos de moradias estudantis para descobrir quais as vantagens e as desvantagens de cada uma delas.

Uma boa maneira de começar a pesquisar é visitando o campus da universidade. Existem diversos anúncios de casas e quartos para alugar, vagas em repúblicas e pensionatos pendurados em quadros de avisos das faculdades. Além disso, você também pode encontrar veteranos que podem dar algumas dicas. Mas se você está com a grana realmente curta, sem condições para bancar um aluguel, pode procurar o serviço de assistência estudantil para se informar sobre os requisitos para pleitear uma vaga na moradia da universidade.

Moradia universitária
Em geral, você deve se inscrever no prazo adequado e apresentar uma série de documentos. Alunos com poucas condições financeiras e quem mora fora da cidade têm mais chance de ser selecionado para a entrevista e, se for aprovado, vai aguardar a liberação de uma das vagas. Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e UFPR (Universidade Federal do Paraná) são algumas das universidades que oferecem este serviço.

Joyce Vasconcelo, aluna de letras da USP, trocou a casa em Jundiaí para morar no Crusp (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo), uma das maiores moradias universitárias do país. Hoje divide um apartamento com mais três pessoas. O quarto, com com cama, armário e cadeira é indivudual, já a sala e o banheiro são coletivos. “Precisamos nos dividir para fazer compras e faxina. Tive muita sorte, me dei bem de primeira com o pessoal daqui. Em outros apartamentos tem muita bagunça.”

Pensionato
A concorrência para uma vaga em algumas destas moradias, como na Universidade Federal da Bahia (UFBA), costuma ser ainda maior do que a assustadora relação candidato/vaga enfrentada no vestibular. Por isso, quem possui uma condição financeira um pouco melhor pode optar por um pensionato como o da Penha, em Campinas. A casa possui nove quartos, com capacidade para uma ou duas pessoas, com cama, armário, geladeira e banheiro. A cozinha é comunitária, possui vários fogões, microondas e cada estudante têm espaço para guardar seus pertences, fazer a sua própria comida e lavar as roupas.

A grande vantagem das pensões é que a casa já é mobiliada e é o dono quem precisa se preocupar em pagar as contas em dia, com o dinheiro pago pelos moradores. No entanto, quem gosta de ter uma vida menos regrada pode encontrar problemas. No Pensionato da Penha, por exemplo, só é possível levar visitas até as 23 horas. Sem permanência nos quartos. Em compensação, como todos os 14 moradores possuem a chave da casa, não têm restrições de horários para voltar.

República
Para aqueles que curtem festas e reuniões com os amigos até altas horas a melhor opção é a república, casa alugada por um grupo de estudantes. São eles que decidem as regras que precisam ser cumpridas para manter uma convivência harmoniosa. Você pode entrar em uma vaga de uma república antiga ou fazer como Alessandro Menezes, aluno de engenharia civil da Unicamp, que preferiu juntar uma galera e montar a sua república em Campinas. Em geral, as repúblicas vivem de doações de objetos antigos ou baratos. Nada de sofás combinando com as mesas e almofadas da mesma cor. Nesta hora, vale deixar a beleza e o design de lado e buscar o conforto.

A república de Alessandro é mista, mas outras aceitam apenas mulheres ou somente homens. Independente disso, sempre há estudantes de diversos estados diferentes, o que gera uma música de sotaques e culturas. Dependendo de como a república foi organizada, são definidas as tarefas de cada um e como são pagas as contas. “Aqui nós pagamos uma faxineira e temos uma conta no banco para cada um depositar a sua parte da grana. Deixamos todas as contas em débito automático. Assim não tem perigo de esquecer”, conta Alessandro. A experiência dá mais independência, já que a casa toda é gerida pelos próprios estudantes. Porém, às vezes as tais “regras” de convicência são quebradas, começa a bagunça, a sujeira, festas em horários e dias inadequados e inadimplência no pagamento.

Aluguel
Quem não suporta conviver com muitas pessoas sob o mesmo teto, prefere privacidade e quer fugir destes problemas, tem a opção do aluguel. Neste caso, você pode morar sozinho ou dividir um apartamento ou casa com uma ou mais pessoas. Em geral, você passará por uma entrevista com o proprietário e é muito comum privilegiarem estudantes que já trabalham e que não fumam.

As vantagens são várias: mais comodidade, levar pessoas para casa quando quiser, fazer festas quando bem entender, entre outras. Porém, o bolso vai sentir tudo isso, afinal, além de pagar as contas todas de água, luz, telefone e etc., ainda tem o aluguel e o condomínio. Isso sem contar os gastos com móveis e eletrodomésticos novos, caso você não tenha de quem herdar.

A escolha
Enfim, depois de conhecer um pouco mais de cada tipo de moradia, é a hora de decidir. República, pensionato, aluguel de quarto, apartamento ou casa e moradia universitária? Não importa. Coloque suas economias no papel e veja se você terá dinheiro para pagar as suas despesas. Por fim, leve em conta a distância da casa em relação a universidade e faça as contas do tempo que gastará no trânsito, o custo do transporte para se deslocar no dia a dia e para visitar a família. Às vezes o barato pode sair caro. Faça suas malas e boa vida nova.

Publicação original: Site Ikwa (22/02/2010)

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