Paixão por animais

É preciso ter muito amor pelos bichinhos para seguir a carreira de veterinário e estagiários como a Mariana têm isso de sobra

“O que eu mais gosto de fazer é falar com os bichinhos, saber se eles estão bem e como estão se sentindo”. Esta é a frase que define a estagiária de veterinária Mariana Martinho, 23 anos. É exatamente desta forma carinhosa que ela trata pacientes como a pequena Olga, gatinha internada no Hospital Veterinário Pompéia para desintoxicação de veneno de flores. “Esta é uma das ocorrências mais corriqueiras com gatos. Eles adoram comer flores e depois passam mal”, explica a estudante do curso da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo.

A estagiária já está neste hospital há pouco mais de um mês e atualmente não vai para a faculdade, já que seu curso alterna períodos de estudo integral com módulos de estágio obrigatório, avaliados por relatórios escritos pela própria Mariana e por seus supervisores. No total, ela deverá cumprir 480 horas de prática até o final da faculdade.

Currículo
Seu primeiro estágio foi no Hospital Veterinário (Hovet) da USP, no setor dos animais de pequeno porte. Seu estágio seguinte, em uma clínica da Anhembi Morumbi, e a atual são bem diferentes do dia a dia no hospital-escola. Lá ela fazia os atendimentos, e nos outros ela apenas acompanha os profisisonais formados em consultas, exames de raio-x, análises laboratoriais e cirurgias. Mas garante que as duas experiências são boas e complementares.

Hoje ela faz turnos diferentes a cada dez dias, em escala com os colegas. Pode cobrir das 14h às 20h em uma semana e, na outra, ficar das 20h às 2h. E nem pense que ela se incomoda com o trabalho de madrugada. “Gosto desta flexibilidade, pois o perfil dos pacientes varia muito. À tarde, por exemplo, há mais castração, doente renais e nas madrugadas recebemos muitos animais atropelados e emergências”. Além disso, ela tem liberdade de ficar no hospital o tempo que quiser, desde que cubra a sua escala.

Desafios
A vida de um estagiário de veterinária não é fácil. Além de levarem mordidas dos bichanos, participarem de cirurgias sem passar mal, precisam acompanhar sessões de eutanásia, técnica para sacrificar animais que sofrem doentes e sem perspectivas de melhora. Porém, para a estudante “a maior dificuldade é lidar com o dono dos animais. Em geral eles não gostam de esperar o bichinho passar pelo soro e acompanhar o exame”.

Em breve Mariana irá se formar e, para conquistar o canudo, ela precisará escrever uma monografia com a descrição integral de um caso clínico  que tenha acompanhado do começo ao fim. Ela também defenderá o trabalho uma banca de conclusão de curso, também conhecida como TCC ou TGI. Outro desafio que ela quer superar é a prova de residência, uma espécie de especialização. Ela têm dois anos para ser aprovada. Se não passsar, ela não pode mais se candidatar. Seu plano é fazer especialização em oftalmologia e montar um consultório. Por isso, o negócio é ralar para mandar bem.

Publicação original: Site Ikwa (03/01/2010)

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