Trabalho no exterior

Experiência atrai jovens universitários interessados em ganhar fluência em outros idiomas e em viajar


Se você acha que todo estudante torce para a chegada das férias pensando em descansar, surpreenda-se. Muitos jovens aproveitam a chegada de dezembro, janeiro ou julho para arrumar as malas e viajar para o exterior com destino a um emprego temporário. O objetivo é trabalhar em empresas internacionais e ganhar fluência em um outro idioma. De quebra, quem embarca neste desafio conhece uma outra cultura e consegue conciliar as obrigações com o turismo.

Segundo pesquisa realizada pela Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association) os países mais procurados pelos estudantes brasileiros são Inglaterra, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Espanha, Alemanha, França, Itália e Irlanda. Cada país oferece um tipo de programa para estudantes de ensino médio, universitários ou pós-graduandos, mas em todos os casos é necessário possuir conhecimentos intermediários do idioma local. Os Estados Unidos são o destino mais procurado, já que a embaixada do país oferece facilidades para brasileiros. O resultado não poderia ser outro: segundo dados da IE Intercâmbio, cerca de 950 universitários brasileiros embarcam, até o final deste mês, para terras norte-americanas por intermédio da agência.

Vantagens e desvantagens
Pedro Kuroiwa, estudante do Mackenzie, passou por essa experiência quando foi para San Diego (EUA), em 2008, visitar a irmã e estudar inglês. Decidiu ficar mais tempo e logo encontrou um trabalho temporário. Pedro gostou tanto que repetirá a dose nas próximas semanas. Desta vez, ele irá acompanhado de alguns amigos da faculdade para Big Bear Lake, na Califórnia (EUA). O emprego é em uma estação de esqui, onde será atendente de caixa. Para programas de trabalho de férias como o destes amigos existem vagas de trabalho como barman, vendedor, cozinheiro, monitor, intérprete e garçom. Em geral, são oferecidos por hotéis, resorts, restaurantes, parques temáticos, lojas e redes de fast-food. Pedro diz que fez questão de conversar com os professores do curso antes de decidir. “Como faço engenharia de produção, todos falaram que vou ter um crescimento pessoal maior do que profissional. No entanto, qualquer indústria ou empresa na qual me candidatar a uma vaga levará isso em conta.”

Trabalhar nas férias não significa, porém, fazer dinheiro. Com o salário os estudantes pagam pela moradia e pela alimentação. Marco de Mattia é um dos amigos de Pedro que também irá para a estação de esqui trabalhar como atendente de público. Marinheiro de primeira viagem, Marco sabe o que quer. “Vou usar o dinheiro que ganhar para pagar o aluguel e os custos de vida. Quero participar deste programa para aproveitar para viajar, conhecer a cidade e não apenas para ter um retorno financeiro.” Na ponta do lápis, uma viagem dessas pode sair bem cara. Em média, um programa sem passagem inclusa, não sai por menos de US$ 2.000, se forem somados o valor do pacote, passagem aérea, entre outras taxas de inscrição e serviço. A experiência compensa para quem pretende melhorar o currículo e esquecer de lucrar, tendo em vista que a média de salário pode chegar a US$ 1.000 por mês.

Planejamento
Por fim, se a sua vontade é trabalhar mais tempo, durante um ano, por exemplo, procure programas de trainee, estágio ou de babá. Algumas agências também disponibilizam opções de trabalho voluntário e em acampamento, de acordo com a faixa etária do estudante. Gostou da ideia? Não perca tempo e comece a se organizar, pois a burocracia para conseguir documentação e visto pode demorar.

Escolha se você fará um programa com uma agência ou se participará das feiras de recrutamento, que ocorrem algumas vezes por ano, nas quais os empregadores americanos fazem os processos seletivos. Gisele Mainardi, gerente de Trabalho e Estágio da CI, afirma que “enquanto a agência indica do que o estudante precisar correr atrás, ele faz a sua parte. Busca documentação, fala com a secretaria da faculdade. Precisa ser pró-ativo aqui, pois será cobrado no exterior.”

Uma terceira opção é ir por conta própria, hospedar-se em albergues ou casas de família, encontrar empregos pela internet e utilizar a agência apenas para serviços de consultoria para organizar toda a documentação. Independente da opção, procure sempre estar com o visto regularizado. Desta forma, você será um trabalhador legalizado e terá mais facilidade de conseguir se empregar com benefícios e correrá menos riscos de ser pego e voltar mais cedo para casa.

Programas

Student Travel Bureau (STB)
Preço*: US$ 2.050,00
Salário: US$5,15/hora ou US$2,15 (cargo com gorjeta)
Inscrições: durante o ano todo

CI
Preço*: US$1.590,00
Salário: US$ 7,25 + gorjetas
Inscrições: durante o ano todo

IE Intercâmbio
Preço: US$ 2.199 dólares
Salário: de US$ 7,00 a US$10,00
Inscrições: de fevereiro a novembro

*sem passagem aérea

Publicação original: Site Ikwa (08/12/2009)

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