“Amália – O filme”, de Carlos Coelho da Silva

“Todos pensam que Amália morreu em 1999… enganam-se”. A frase diz muito sobre o mito Amália Rodrigues, bem sucedida até além-mar. Também conhecida como “A rainha do fado”, levou ao mundo uma das principais personificações da música portuguesa.

Dirigido por Carlos Coelho da Silva, “Amália – O filme” não consegue sustentar a responsabilidade de transformar o mito em ser humano, mas uma tentativa de imortalizar nas telas e levar ao mundo a biografia desta artista. Falta aqui Amália em corpo e alma. Leia mais (texto originalmente publicado em 16/06/2011).

“Noite escura”, de João Canijo

O realizador português João Canijo tem em sua bagagem obras críticas (a exemplo do já comentado “Fantasia Lusitana”) e que exploram a história do país a partir de pontos de vista, personagens e universos sociais pouco comuns.

Em “Noite escura”, que participou da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes (2004), o roteiro assinado pelo diretor retoma núcleos sociais marginais em um filme inspirado em Ifgênia em Aulis, de Eurípedes. No original, Ifgênia é oferecida pelo pai em sacrifício enquanto Aquiles tenta salvá-la.

Transposta para um Portugal contemporâneo, uma casa de prostituição é o principal cenário desta adaptação.  Leia mais (texto originalmente publicado em 15/09/2011).

Les 400 Coup (Em francês)

Quelques ans plus tard, le premier long métrage du réalisateur français François Truffaut, Les 400 Coups, est actuel et fraîche. Le film devient une succès immediate dans le Festival de Cannes. Il est consideré un des grands moments du cinéma mundial et comme le début de la Nouvelle Vague – mouvement cinématographique qui a apparu en France à la fin des années 1950. C’est le rencontre de plusieurs jeunes cinéastes en un contexte historique des guerres, de la liberation sexualle et familière, différent au vieux cinéma dit de “qualité française”.

Le film raconte l’enfance de Antoine Doinel, qui vit à Paris dans lês années 1950. Il avait difficiles relations avec sa mere, son beau-pére et dans l’école.

Jean-Pierre Léaud, l’acteur qui joue le rôle de Antoine Doinel, le protagoniste, a fait une interpretation plein de sensibilité et d’émotion. Et il avait seulement 14 ans. Léaud a interpreté le même protagoniste à différents âges.

La biographie de François Truffaut se confond avec sa filmographie parce que ses films s’inspirent en sa vie. Le personnage d’Antoine Doinel c’est un alter ego du réalisateur pendant cinq films: Les 400 Coups, Antoine et Colette, Baisers volés, Domicile conjugal et L’Amour en fuite. Doniel, par exemple, il a été rejeté par sa famille autant que Truffaut. Le protagoniste (et aussi le cinéaste) a volé une machine à écrire de son pére et a été admis à une maison de redressement pour les enfants.

Les 400 Coups est un film important pour l’historie du cinéma parce qu’il était révolutionaire. La scène finale est un long travelling qui accompagne l’enfant dans une plage. Cette scène illustre la solitude, la libertatión et la maturité de Doinel. Um film émouvant qui antecipe les événéments de may de 1968 avec des scénes inoubliables.


“O espelho mágico”, de Manoel de Oliveira

“O espelho mágico” (2005) é mais uma das obras do português Manoel de Oliveira – o mais velho diretor em atividade, atualmente com 102 anos – que explora o conflito entre real e ilusório.

Neste longa-metragem, adaptado de “A alma dos ricos”, de Augustina Bessa-Luís, Luciano (Ricardo Trêpa) sai de uma prisão e encontra um emprego temporário por indicação do irmão na casa da aristocrata Alfreda (Leonor Silveira). O jovem pobre e descrente, também chamado de “Touro azul”, entra em um universo religioso, entre professores e padres. Ela, por sua vez, deseja ter uma visão de Nossa Senhora. Seu anseio é tanto que Luciano decide forjar a cena com a ajuda de um amigo falsário. Leia mais (texto originalmente publicado em 16/06/2011).

“Terra sonâmbula”, de Teresa Prata

Quando foi lançado em 1992, Terra Sonâmbula, do moçambicano Mia Couto, foi considerado um dos 12 melhores livros africanos escritos no século XX. O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora Teresa Prata, em 2007.

A busca pelo passado do menino é também a tentativa de manter a tradição, a cultura e a memória do país. Há ainda elementos inexistentes no livro, mas que combinam com a atmosfera do escritor. A passagem da criação do rio, com o ônibus incendiado reapropriado como barco pela dupla de viajantes é muito bonita, sintomática. Leia mais (texto originalmente publicado em 30/06/2011).